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sábado, 26 de novembro de 2005

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    Recomendações  para o Acompanhamento do Câncer de Mama.

    Uma vez diagnosticado e tratado o câncer de mama por uma equipe multidisciplinar é necessário o estabelecimento de rotinas para o seguimento e identificação precoce de metástases. Durante muito tempo recomendou-se um conjunto de exames periódicos bem abrangente que determinava altos custos e desgaste emocional com benefícios questionáveis.
    Na fase da medicina baseada em evidências científicas foram conduzidos meta-análises e definidas recomendações, que foram classificadas em diferentes níveis e graus.
    Apresentamos a seguir um Resumo das Recomendações (Guidelines) da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) para o Acompanhamento do Câncer de Mama. Concluímos descrevendo os diferentes níveis e graus de evidência científica.

Acompanhamento Recomendado ao Câncer de Mama

• Anamnese /História/ Elucidação dos sintomas

Toda mulher deve ter uma história coletada cuidadosamente a cada 3 a 6 meses nos primeiros três anos após a terapia primária, a cada 6 a 12 meses nos 2 anos subseqüentes e posteriormente, anualmente.
Nível de Evidência: III, consenso expert
Grau de recomendação: B


• Exame Físico                                                                                               

Toda mulher deve ter um exame físico cuidadoso a cada 3 a 6 meses nos primeiros três anos, a cada 6 a 12 meses nos 2 anos subseqüentes e posteriormente, anualmente.
Nível de Evidência: III, consenso expert
Grau de recomendação: B


• Auto-Exame                                                                                                       

É prudente recomendar que toda mulher realize mensalmente o auto-exame das mamas.
Nível de Evidência: III, consenso expert
Grau de recomendação: D


• Mamografia                                                                                                       

Toda mulher com diagnóstico anterior de câncer de mama realize anualmente uma avaliação mamográfica. Mulheres tratadas com terapia conservadora da mama devem realizar seu primeiro mamograma seis meses após completar a radioterapia, e posteriormente, anualmente ou de acordo com as indicações de acompanhamento de anormalidades. Caso seja atingida uma estabilidade nos achados mamográficos, a mamografia pode ser então realizada anualmente.
Nível de Evidência: I
Grau de recomendação: A


• Educação dos Pacientes com Relação a Sintomas de Recorrências

Visto que a maioria das recorrência ocorrem no período entre as visitas agendadas, é prudente informar à mulher sobre os sintomas de recorrência.
Nível de Evidência: V, consenso expert
Grau de recomendação: D


• Coordenação do Cuidado

A maioria das recorrências de câncer de mama ocorrerão nos primeiros cinco anos após a terapia primária.

Em seguida ao tratamento primário, os cuidados com o paciente devem ser coordenados e não duplicados.

 A continuidade do cuidado deve ser encorajada e conduzida por um Mastologista com experiências no acompanhamento de pacientes com câncer e no exame de mulheres com mamas irradiadas..


• Exame Pélvico

É prudente recomendar que todas as mulheres realizem exame pélvico com intervalos regulares. Para mulheres submetidas a histerectomia abdominal total e ooforectomia os intervalos para o exame podem ser mais longos.
Nível de Evidência III, consenso expert
Grau de recomendação: B

Testes de Acompanhamento do Câncer de Mama - Não Recomendados


• Hemograma Completo

Os dados são insuficientes para sugerir o uso do hemograma completo como rotina.
Nível de Evidência: V, consenso expert
Grau de recomendação: D


• Análises Bioquímicas Automatizadas

Os dados são insuficientes para sugerir o uso de análises bioquímicas automatizadas como rotina.
Análises bioquímicas automatizadas incluindo testes de função hepática e renal e proteína, albumina, e níveis de cálcio.
Nível de Evidência: I
Grau de recomendação: A


• Radiografia de Tórax

Os dados são insuficientes para sugerir o uso de radiografias de tórax como rotina.
Nível de Evidência: I
Grau de recomendação: A


• Rastreamento Ósseo

Os dados são insuficientes para sugerir o uso de rastreamento ósseo como rotina.
Nível de Evidência: I
Grau de recomendação: A


• Ultra-som Hepático

Os dados são insuficientes para sugerir o uso de ultra-som hepático como rotina.
Nível de Evidência: I
Grau de recomendação: A

• Tomografia Computadorizada

Os dados são insuficientes para sugerir o uso de tomografia computadorizada como rotina.
Nível de Evidência: V, consenso expert
Grau de recomendação: D


• Marcador Tumoral CA 15-3 para Câncer de Mama

Não é recomendado o uso rotineiro do marcador tumoral CA 15-3 para acompanhamento de câncer de mama.
Nível de Evidência: III, consenso expert
Grau de recomendação: não fornecido

• Antígeno Carcinoembriônico (CEA) - Marcador Tumoral para Câncer de Mama

Não é recomendado o uso rotineiro do marcador tumoral antígeno carcinoembriônico para acompanhamento de câncer de mama.
Nível de Evidência: III, consenso expert
Grau de recomendação: não fornecido

NÍVEL

Tipo de Evidência para a Recomendação

I

Evidência obtida de meta-análise de múltiplos estudos controles bem desenhados; ensaios randomizados com baixo erros falso positivos e falso negativos (poder elevado)

II

Evidência obtida a partir de pelo menos um estudo experimental bem desenhado; ensaios randomizados com elevado erro falso positivo e /ou falso negativo (poder baixo)

III

Evidência obtida a partir de estudos quase experimentais, tais como grupo controle simples não randomizado (pre-post), cohort, tempo, ou série de casos controle semelhantes

IV

Evidência a partir de estudos não experimentais bem desenhados, tais como estudos de caso comparativo e descritivo correlacionado.

V

Evidência a partir de relatórios de casos e exemplos clínicos.

 

CATEGORIA

Grau de Evidência

A

Há evidência do tipo I ou achados consistentes com estudos múltiplos do tipo II, III, ou IV

B

Há evidência dos tipos II, III, ou IV e os achados são geralmente bem consistentes

C

Há evidência dos tipos II, III, ou IV, mas os achados são inconsistentes

D

Há evidência pequena ou empírica não sistemática

Observamos que o seguimento após o tratamento do Câncer de Mama não necessita de exames complexos na maioria das vezes.

Nos casos diagnosticados precocemente , o mais importante é ter uma boa relação com seu mastologista, realizando revisões clínicas periódicas, e ele poderá solicitar os exames que julgar necessário para esclarecer qualquer dúvida no seguimento de seus pacientes. Naquelas pacientes que estão incluídas em categorias de maior risco é elaborada uma estratégia de seguimento para assegurar a tranqüilidade da paciente. O mais importante é sempre manter uma boa comunicação com seu mastologista, sempre que tiver dúvidas ou sintomas incômodos , agende uma revisão com seu mastologista; não retarde a decisão e não deixe de explicar a fonte das  suas angústias.

  Fonte: www.clubedamama.org.br

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